Eight - THE HEALTH LOUNGE

Simplificar, embelezar e transformar a vida de com quem nos cruzamos, através da partilha de oito princípios simples que conduzem a uma existência saudável e plena.

Deixemo-nos de desculpas esfarrapadas e vamos lá a ser honestos: a vida da maior parte de nós está completamente descontrolada. É um facto. São às pazadas as cápsulas milagrosas que nos prometem livrar do cancro e tratar da caspa, golfadas de comprimidos revolucionários que nos roubam 10 quilos de gordura e ainda puxam lustro à pele. Há sempre mais uma, e outra, e outra coisa que chegou para nos salvar. Mas estas boias de salvação mais não fazem que nos manter à deriva enquanto esbracejamos de uma ponta à outra de um oceano de problemas e dilemas profissionais, familiares e sociais. Não resultam.

Mas temos boas notícias, caro amigo. Oito boas notícias.

O Eight – The Health Lounge promete uma viagem de regresso às origens, uma aventura em busca de uma vida saudável e plena, com oito pontos de abastecimento sempre à disposição. Oito segredos que não se guardam, partilham-se, todos bem à vista de quem os quiser perceber e seguir. Não são enigmas exclusivos ao entendimento de iluminados ou tesouros decifrados apenas por quem tem mapa; são princípios que a vida nos coloca bem à frente dos olhos, tão perto que mal se vêem. Ali, todos à mão de semear. Se escutados e respeitados, transformam vidas.

Ao seguirmos estes princípios descobrimos o melhor dos paradoxos: a vida plena, cheia, não depende de mais e mais coisas; depende apenas das poucas coisas certas. Quanto menos, mais cheios estamos. Ser saudável é atingir uma realização pessoal que dependa de pouco. Abraçamos o poder do menos e sentimo-nos mais completos, mais disponíveis, menos oprimidos.

E queremos que todos se sintam como nós, maravilhosamente bem.

Keep It Bright

Num mundo repleto de ofertas e mais ofertas, escolher o que é melhor para a nossa saúde pode ser difícil. Respire fundo! 

No Eight conseguimos ver a luz ao fundo do túnel – chamamos-lhe sol. Na checklist para uma vida saudável conseguimos colocar sem dificuldade: comer mais espinafre, beber mais água, fazer mais burpees, mas frequentemente esquecemo-nos de algo tão simples quanto apanhar mais sol. 

Tire um minuto e vá lá fora encher-se de sol. 

Já está? 

Não deve ter dado por nada, mas durante os 60 segundos de olhos semicerrados não ficou só mais bronzeado, também recebeu uma boa dose de vitamina D. E se em vez de um minuto tivesse ficado 30 minutos ao sol, o seu corpo estaria agora abastecido com a dose diária recomendada de vitamina D. [1]

Espetacular, não é? Pois, nós também não achávamos mas, depois de descobrirmos que a vitamina D é a “supermulher” das vitaminas, mudámos de opinião.

 Esta super vitamina protege-nos de doenças como a osteoporose (em que os ossos ficam tão quebradiços quanto esparguete cru) ou como a osteomalacia (em que os ossos ficam tão moles quanto esparguete... Cozido). [2] Além disso, a quantidade certa de vitamina D reduz a probabilidade de cancro do pulmão, da próstata, da mama e do colón. [3] E ainda... O efeito do sol na pele permite a libertação de óxido nítrico do corpo, regulando a tensão arterial e diminuindo a probabilidade de ocorrência de AVC ou de ataque cardíaco, o que, na prática, se traduz em mais dias de vida e mais felicidade. [4] Isto da vitamina D já começa a soar mais espetacular do que há dois parágrafos atrás, certo?

 É verdade que o cancro da pele deve ser uma preocupação mas, por mais estranho que pareça, todas as pesquisas apontam para os benefícios da exposição solar controlada. Como em tudo na vida, também neste caso deve imperar o bom senso: um chapéu na cabeça, os ombros tapados quando ficarem vermelhos, protetor solar...[5] E se o vosso tom de pele for muito claro o cuidado deve ser redobrado (sim, escandinavos, estamos a falar convosco). 

Banhos de sol: fazem bem e recomendam-se. Esperamos ter clarificado esta questão – perceberam o trocadilho? Vem aí outro... – e iluminado as vossas vidas.

Keep It Fluid

Nela tomamos banho, lavamos a roupa e a loiça, mergulhamos, brincamos, tiramos fotografias, pagamos para tê-la a correr nas torneiras de nossas casas, e até gastamos dinheiro em modernos chuveiros, banheiras e jacúzis só para nos limparmos e relaxarmos. Sejamos sinceros, a água ocupa um lugar muito importante na nossa vida e, por isso, é quase irónico pensarmos na quantidade de água que gastamos face à quantidade de água que guardamos num dos reservatórios que mais dela precisa: o nosso corpo. Sabendo que um adulto é composto por cerca de 60% de água e que o coração humano tem cerca de 73% de água, percebemos que, afinal, o motor que nos mantém vivos não é muito diferente da esponja guardada por baixo do lavatório da cozinha. E o mesmo se passa com o nosso cérebro [1] Se pensarmos bem, somos pouco mais do que uma garrafa do Luso com pernas. Assim, faz sentido que à medida que a água se escapa pelos poros da nossa pele seja necessário repô-la, de forma a que o nosso corpo não seque como uma passa de uva. 

As mulheres devem beber cerca de dois litros de água por dia e os homens precisam de beber três litros. [2]

Infelizmente, um copo com água não é uma imagem sedutora para a maior parte da população mas, na verdade, aquelas paredes de vidro guardam um líquido prodigioso. O momento em que se abre uma torneira nunca é assinalado com fogo de artifício ou chuva de confetes e ninguém festeja quando jorra água de um cano, mesmo com a ciência a provar que as crianças que bebem mais água apresentam melhores resultados escolares.[3] Mais... Um adulto que beba meia dúzia de copos com água por dia, em vez de apenas dois ou três, reduz para metade a probabilidade de morrer de ataque cardíaco.[4]

Quase todos crescemos a ouvir dizer que a água faz bem (e que as cenouras tornam os olhos bonitos) e todos temos noção da importância da água, mas nem todos nos sentimos motivados a bebê-la e a criar o hábito de fazê-lo regularmente. Para não se esquecer da sua dose diária de água experimente, por exemplo, andar com uma garrafa reutilizável cheia de água. Vá dando uns goles durante o dia até esvaziar a garrafa. E se o sabor da água na boca não lhe faz sentir água na boca, acrescente-lhe a frescura e o aroma de metade de um limão ou de uma lima. 

Os benefícios da água ultrapassam largamente o incómodo de bebê-la com frequência.[5] O nosso conselho? Relaxe e viva um gole de cada vez.

Keep It Fresh

Pode ser difícil de acreditar, mas garantimos que um dos melhores conselhos de saúde que ouvimos não saiu da boca de um especialista reconhecido mundialmente pelos seus três doutoramentos em ciências humanas, nem pelos seus 17 livros publicados ou por duas décadas de experiência passadas num laboratório. O melhor conselho de saúde que já ouvimos, e que certamente também já ouviram, foi dito pelas nossas mães quando ainda éramos crianças, momentos antes de entrarmos em palco, para atuarmos pela primeira vez na peça de teatro da escola. Nervosos e a tentar engolir as lágrimas, terão ouvido um dos melhores conselhos da vossa vida: “respira fundo”. 

No Eight acreditamos que uma das melhores coisas que podemos fazer pela nossa saúde é respirar fundo e inspirar ar fresco todos os dias. Num mundo cheio de regras e manuais que nos guiam passo a passo, até para cozer ovos, não faz sentido ignorar um conselho tão simples e proveitoso. 

O corpo humano precisa de oxigénio. Por isso, inspirar profundamente, ar fresco e despoluído, é a melhor forma de limpar os pulmões e de encher as nossas células com o oxigénio que elas tanto gostam. Em troca, elas oferecem-nos uma longa lista de benefícios, como por exemplo a clareza de raciocínio (dá sempre jeito, não é?)[1] e a poupança em bebidas energéticas que nunca ativarão ou revitalizarão o corpo como a proximidade com a natureza.[2] Quanto mais tempo passamos em espaços fechados mais contacto temos com os micróbios que povoam as paredes e os corpos daqueles que trabalham ou vivem connosco. Respirar ar fresco é um suspiro de alívio para o nosso corpo.[3] Tendo em conta a relação causa-efeito entre a poluição atmosférica e a demência, é fácil compreender os benefícios de respirar ar fresco a longo prazo.[4] É mesmo verdade, o ar fresco que respiramos pode manter-nos vivos e saudáveis não só momentaneamente, mas também no futuro. 

Suba uma colina, desça uma falésia, estenda-se na areia da praia e aproveite a hora do almoço para dar uma voltinha no parque. Não tem tempo para tantas saídas? Então leve o exterior para dentro e encha a sua casa de plantas. Uma experiência recente revelou que a colocação de plantas num edifício com escritórios aumentou a produtividade dos empregados em 20%! [5]

Rodeie-se de ar fresco e inspire-o profundamente. A sua saúde agradece.

Keep It Inspired

Todos temos uma ideia do que é ser saudável. Uns não conseguem deixar de falar sobre os benefícios das bagas goji e das sementes de linhaça ou das meias-maratonas que correm todas as manhãs, enquanto outros fazem questão de nos descrever pormenorizadamente as mais recentes lavagens intestinais com jatos de café e os benefícios de semelhante prática (os interessados em aprofundar o tema devem, por sua conta e risco, pesquisar no Google “enema de café”). 

No Eight preferimos outro tipo de discurso. Não temos nada contra bagas goji, sementes de linhaça ou meias-maratonas matinais (sobre os clisteres de cafeína preferimos não nos pronunciar), mas acreditamos num conceito de saúde mais abrangente. A origem epistemológica da palavra health – saúde, em inglês – mostra o caminho que preferimos seguir: health deriva de whole, o que em português se traduz por “completo” ou “pleno”. Ou seja, ser saudável é um todo. Mais do que um corpo tonificado e funcional, é a soma perfeita das partes física e emocional.

 Um aspeto da saúde frequentemente negligenciado é a espiritualidade. A ciência já provou mais do que uma vez o poder da mente e, por isso, é natural que a confiança em Deus, a fé e a moralidade se manifestem fisicamente e interfiram no nosso bem-estar. 

Spoiler Alert: não vamos tentar convencer-vos que Deus existe (somos um health lounge onde se fazem smoothies deliciosos, não um centro de debate teológico). No Eight recebemos toda a gente de braços abertos, mas nós escolhemos ser Adventistas do Sétimo Dia e acreditar no Deus da Bíblia. Acreditamos que a Sua beleza e bondade nos completa – não apenas fisicamente, mas mentalmente, emocionalmente, socialmente e espiritualmente. Inspiramo-nos nos Seus ensinamentos e através deles moldamos a nossa existência. 

A ciência dá-nos inúmeras provas sobre a influência da espiritualidade e da moralidade na nossa saúde e no nosso bem-estar. Estudos revelam que a prática religiosa regular dá anos de vida [1] e que a oração, além de nos abrir o coração para a importância do perdão, da empatia, do altruísmo e da temperança, também nos ajuda a reduzir a necessidade de consumo de, por exemplo, álcool e a enfrentar com renovada clarividência as dificuldades do dia-a-dia. [2] A ciência também revela como o otimismo e a autoconfiança contribuem favoravelmente para a saúde – dois atributos que crescem facilmente no apego à religião. [3] Sabemos ainda que a ciência contraria o adágio popular e diz que afinal os vasos ruins são na verdade os primeiros a quebrar (por outras palavras, os generosos e altruístas tendem a durar mais anos). [4]

A visão bíblica do mundo dá mais sentido à vida, tanto a nível racional quanto emocional, e a confiança em Deus estabelece objetivos que melhoram o nosso bem-estar e a nossa paixão pela saúde. 

Mesmo correndo o risco de parecermos esquisitos, se isso despertar curiosidade suficiente para falarmos daquilo que nos inspira, o risco já compensou.

Keep It Moving

No mundo de hoje os avanços tecnológicos sucedem-se e atropelam-se. A novidade de hoje é a antiguidade de amanhã. As nossas avós nunca estiveram sentadas na sanita a ler o feed do Facebook ou a enviar mensagens a amigos que nunca viram; e também nunca participaram numa videoconferência com um colega no Dubai e outra em Acapulco enquanto esperavam pela vez na fila do supermercado da esquina. A vida de hoje é mais complexa do que a de ontem e neste frenesim quem tem tempo para fazer exercício?

 Bem, nós no Eight colocamos a pergunta ao contrário: quem não tem tempo para fazer exercício? Todos sabemos que o corpo precisa de se mexer, mas será que sabemos ao certo qual a importância do exercício? Se soubéssemos pensávamos duas vezes antes de passarmos horas sentados na cadeira do escritório ou deitados no sofá de casa a olhar para o menu da Netflix. 

O exercício físico regular é um poderoso anti-depressivo,[1] evita os quilos a mais que tanto nos incomodam, previne doenças cardiovasculares e aumenta a energia.[2] Mas há mais: inúmeras pesquisas mostram que o exercício físico aumenta a capacidade de aprendizagem. Um corpo bem exercitado produz uma substância chamada Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (FNDC)[3] – uma proteína que estimula o crescimento neurológico,[4] fundamental no funcionamento cerebral. Além disso, a FNDC melhora a memória, a concentração e a motivação.[5] Por outras palavras, se o cérebro fosse um balde de terra, o exercício físico seria o fertilizante. Por isso, em vez de passar doze horas a trabalhar furiosamente num projeto, que o deixa à beira da exaustão, melhore o seu rendimento e vá uma hora ao ginásio para revitalizar o corpo e a mente. Vai ver que não só terminará o trabalho mais rápido, como conseguirá fazê-lo melhor e ainda chegará a casa antes da hora do jantar.

 À primeira vista, dedicar algumas horas por semana ao ginásio parece uma sentença de morte para a vida social, profissional e familiar. Como se fosse uma escolha entre várias hipóteses... Lembre-se que as mudanças começam com pequenos passos e podem ser introduzidas devagar. Comece por ir de bicicleta para o trabalho, ou até mesmo a pé; suba as escadas em vez de apanhar boleia do elevador; pratique um desporto qualquer com amigos em vez de passarem a tarde inteira de domingo sentados na esplanada. As pesquisas mostram que um treino curto de dez minutos, desde que muito intenso, pode ser tão benéfico quanto uma sessão de uma hora.[6]

Não encare o exercício físico como uma subida ao cume do Evereste. É apenas um estilo de vida, mas daqueles que nos mantem em movimento.

Keep It Relaxed

Uma das grandes ironias da passagem para a idade adulta é os castigos da meninice tornarem-se recompensas de se ser crescido. As sestas, por exemplo. Imagine que o seu chefe, irritado com a sua pouca produtividade, o castigava com uma bela sesta. Era bom, não era? Mas esses dias já lá vão, certo? O sucesso pertence a quem dorme três ou quatro horas por noite, a quem tem olheiras escuras e papudas e a quem bebe 15 cafés antes do almoço. Os vencedores são os que queimam as pestanas, correto?! 

Não. Não está correto. 

Uma boa noite de sono é o segredo para um dia saudável e ativo. Parece contraproducente e até difícil de acreditar mas quanto mais dormimos, mais aprendemos. Soa a extravagância, mas para retermos o que estudamos e para aguçarmos a concentração [1] devemos dormir um mínimo de sete a nove horas por noite.[2] Claro que dormir bem evita que nos sintamos ensonados, mas os benefícios do sono vão muito além do simples evitar bocejos. Enquanto dormimos o nosso organismo reúne as condições necessárias para se reconstruir e recarregar. Os especialistas concordam que “muitas das mais importantes funções de regeneração do corpo – o desenvolvimento muscular, a reparação de tecidos, a síntese proteica e o crescimento hormonal – ocorrem sobretudo, ou em exclusivo, durante o sono." [3] Algumas destas funções corporais são importantes para quem esteja a tentar, por exemplo… Sobreviver... Coisa pouca.

 Pedir ao corpo que trabalhe, trabalhe, trabalhe, sem nunca lhe retribuir com uma boa noite de sono é como tentar abrir todas as aplicações do telemóvel sem nunca carregar a bateria. O telemóvel vai acabar por desligar-se, quer queiramos quer não. Um corpo que não descansa e não dorme acaba por desligar-se. O cérebro começa a baralhar informações e esquece-se das gavetas onde guardou as memórias. A tomada de decisões e o discernimento atrapalham-se. [4] Não estamos a exagerar. A longo prazo a privação de sono é responsável por graves problemas de saúde como: diabetes, doenças de coração e hipertensão.[5] 

Por isso, se estiver interessado em banalidades como, por exemplo, ser feliz e chegar ao fim de tarefas simples, volte à infância e faça um bom soninho.

Keep It Under Control

Parece um anúncio a uma pasta dentífrica, mas cá vai: os especialistas afirmam que, em média, cada adulto toma cerca de um trilião de decisões por dia. Mais coisa, menos coisa. Algumas são fáceis: visto o vermelho ou o azul? (Fica um espanto com qualquer um). Corto as unhas dos pés ou confio que ninguém repara? (Toda a gente reparou, corte lá isso). Outras decisões exigem maior introspecção: compro este carro ou aquele? (Aquele). Mudo de emprego ou fico neste? (Não nos metemos nesses assuntos). 

O mundo em que vivemos anseia por mais do que um sim. Ter? Fazer? Comer? Sim, sim, sim. Se queremos, temos de ter. Se conseguimos, temos de fazer. Se gostamos, temos de comer, mas as faturas destas decisões vão-se acumulando na conta da nossa saúde. E é por isso que no Eight acreditamos na temperança. Cada um terá a sua definição de temperança, mas para nós temperança é moderação, equilíbrio e auto-controlo perante o que nos pode fazer mal. 

Num mundo de extremos, em que tudo é levado ao limite, permitindo que alguém se sinta feliz por conseguir comer 45 cachorros-quentes em menos de sete minutos e meio, temperança pode soar a tédio. Negar um ímpeto é assumido como aceitar uma vida enfadonha e sensaborona, e atirar-nos de cabeça ao que nos traz felicidade é aceite sem que se meça o risco de parti-la… Por vezes os nossos sentimentos... (Como é que podemos dizer isto de outra forma?!) Mentem-nos. Convencemo-nos de que comer isto ou fazer aquilo nos traz felicidade – e até pode trazer, temporariamente – mas, mais tarde somos nós que pagamos a fatura. Comer uma caixa de gelado inteira pode parecer uma boa ideia, até ao momento em que o sistema imunitário falha e nos constipamos. Ver filmes até de madrugada pode parecer divertido enquanto dura, mas um cérebro em papa, que se recusa a funcionar no dia seguinte, faz perder toda a piada. 

Temperança não é dizer não porque queremos ser soldados em defesa da saúde. Ser temperante é trocar o que nos faz mal por felicidade sem prazo de validade. Dizer não ao álcool é dizer sim a um fígado saudável e a uma mente sã e capaz de amar.[1] Negar um cigarro é aceitar um par de pulmões capazes de inspirar o melhor da vida. [2]

Todos procuramos o máximo de prazer, mas não devemos confundir esse desejo pelo “todo” com o desejo pelo “já”. Quando guardamos os nossos sins para o que vale mesmo a pena descobrimos um prazer incomparável. A temperança maximiza o prazer: apenas com auto-controlo somos, temos e saboreamos completamente.

Keep It Whole

Ainda nem tínhamos bolsado leite azedo no ombro da vizinha pela primeira vez e já os adultos nos estavam a instruir sobre nutrição. Mas afinal o que é isso de que ouvimos falar desde bebés? É um smoothie verde com sementes no topo? É uma baga que se apanha na Cochinchina e que, diz quem a provou, faz desaparecer a caspa e torna o coração mais forte? Opiniões há muitas... Por isso, não se iniba de formular a sua enquanto palita as sementes de chia entaladas entre o canino e o incisivo.

 No Eight gostamos de simplificar e, por isso, se a pergunta for nutrição a nossa resposta dá-se com duas palavras: integral e vegetal... Mais simples do que seguir as modas gastronómicas que desfilam no Instagram e as dietas da moda, que mudam enquanto alteramos o status no perfil do Facebook.

 A verdade é que, na vida real, a nutrição não é nada de muito complicado e, apesar de tudo nos ser lícito, nem tudo nos convém e nenhum alimento em particular é a solução para todos os problemas. Inúmeras pesquisas mostram que a melhor dieta é integral e à base de plantas. Mesmo no tratamento e na prevenção de algumas das doenças responsáveis pelo maior número de mortes do mundo ocidental, uma dieta à base de plantas pode ser mais eficaz do que os comprimidos habitualmente receitados ou até que a cirurgia sugerida pela grande maioria dos médicos.[1] Por exemplo, se quisermos prevenir o cancro do pâncreas (e quem não quer?!) uma mão cheia de frutos secos pode ser a solução. [2] Ou, se quisermos simplesmente ser mais felizes, muitos estudos sugerem a ingestão de cerca de 7 doses de fruta por dia. [3]

Mande vir mangostão da Tailândia, vá ao mercado comprar legumes biológicos, abasteça-se de cacetes integrais feitos pela mesma senhora há 40 anos e aproveite as ervilhas da horta da vizinha (sim, a mesma a quem bolsou o ombro e que parece que ainda tem a mancha na bata preta, e que se vê quando o sol bate de esguelha). Coma fruta, vegetais, leguminosas e grãos, e não se esqueça que a resposta é simples: integral e vegetal.

oito
princípios

SABOREIE A DIFERENÇA

Acreditamos que uma boa vida não depende de muita coisa; depende, isso sim, das poucas coisas certas.

Para aí umas... oito.